- Ah, Brunno... lembrei de uma coisa. Disse eu deitando no sofá.
- Oi? Falou Brunno, meu colega de apartamento, sem nem virar-me o rosto em minha direção.
- Quando você pretender, novamente, me humilhar na frente dos seus amigos, por favor, pense duas vezes, certo?
Ele passou um segundo sem respirar, notei, seu corpo se encolheu na cadeira, como acontece toda vez que ele percebe que cometeu um erro, somente então ele juntou forças para balbuciar alguma coisa.
- O-o quê? Eu te humilhei?
- Sim! Na sua festa, lembra? Na frente dos seus amigos?
Ele permanecia em silêncio. E se encolhia na cadeira, ainda de costas para mim.
- Quando o Rafa falou que os amigos dele achavam que nós dois namoramos e você disse para ele bater na madeira três vezes?
- Ah, eu falei só p'ra você! Tentou ele argumentar.
- Só p'ra mim? Eu estava na sala, você dentro do seu quarto, acha mesmo que só eu ouvi. Sinceramente, fiquei ofendido e magoado! Por favor, que algo deste tipo não se repita.
Ficamos em silêncio, novamente. Foi quando ele tomou a palavra.
- Olha, se eu soubesse que tinha te magoado, eu teria pedido desculpas.
- Pois é, pois foi isso que você fez. Não se fala isso na frente de todas as pessoas. De pessoas que eu não conheço. Que não me conhecem!
Tentando tomar o controle da conversa, Brunno fala:
- Mas eu falei somente para você.
- Mas todo mundo ouviu.
- Também você saiu espalhando, não foi?
O tom era de acusação, ele tentava me acusar, mas mantinha-se ainda de costas para mim.
- Então quer dizer que contaram a você que eu não tinha gostado da brincadeira e você, mesmo sabendo disso, não se dignou até agora a pedir desculpas?
Ele silenciou novamente, ele sabia que só havia um caminho naquele instante, pedir desculpas. Porém o Brunno não pede desculpas, a ninguém, por motivo algum. Ele não aprendeu a fazer isso em nenhuma fase do seu desenvolvimento. O silêncio se instalou entre nós, novamente.
- Pois bem, Brunno, eu só quero que você perceba uma coisa! - sentenciei - Quando você falou estes absurdos para mim, coisa que não se fala de um amigo, eu poderia ter respondido na frente do seu namorado que você ficou com o Vinicius, lá em casa e durante o ENUDS, porque eu vi! Eu poderia ter soltado isso, mas você sabe porque eu não fiz?
Ele continuava neste momento se encolhendo dentro da cadeira, e mantinha-se de costas para mim. Eu então fiz uma pausa dramática longa, esperava uma resposta que não veio e aproveitava para curtir como ele parecia pequeno naquele momento.
- Eu não fiz, Brunno, porque eu era seu amigo. Preste atenção no tempo verbal, era. Da próxima vez eu não terei esse pudor, então, tome mais cuidado da próxima vez, ok, garoto? Mais cuidado!
- Oi? Falou Brunno, meu colega de apartamento, sem nem virar-me o rosto em minha direção.
- Quando você pretender, novamente, me humilhar na frente dos seus amigos, por favor, pense duas vezes, certo?
Ele passou um segundo sem respirar, notei, seu corpo se encolheu na cadeira, como acontece toda vez que ele percebe que cometeu um erro, somente então ele juntou forças para balbuciar alguma coisa.
- O-o quê? Eu te humilhei?
- Sim! Na sua festa, lembra? Na frente dos seus amigos?
Ele permanecia em silêncio. E se encolhia na cadeira, ainda de costas para mim.
- Quando o Rafa falou que os amigos dele achavam que nós dois namoramos e você disse para ele bater na madeira três vezes?
- Ah, eu falei só p'ra você! Tentou ele argumentar.
- Só p'ra mim? Eu estava na sala, você dentro do seu quarto, acha mesmo que só eu ouvi. Sinceramente, fiquei ofendido e magoado! Por favor, que algo deste tipo não se repita.
Ficamos em silêncio, novamente. Foi quando ele tomou a palavra.
- Olha, se eu soubesse que tinha te magoado, eu teria pedido desculpas.
- Pois é, pois foi isso que você fez. Não se fala isso na frente de todas as pessoas. De pessoas que eu não conheço. Que não me conhecem!
Tentando tomar o controle da conversa, Brunno fala:
- Mas eu falei somente para você.
- Mas todo mundo ouviu.
- Também você saiu espalhando, não foi?
O tom era de acusação, ele tentava me acusar, mas mantinha-se ainda de costas para mim.
- Então quer dizer que contaram a você que eu não tinha gostado da brincadeira e você, mesmo sabendo disso, não se dignou até agora a pedir desculpas?
Ele silenciou novamente, ele sabia que só havia um caminho naquele instante, pedir desculpas. Porém o Brunno não pede desculpas, a ninguém, por motivo algum. Ele não aprendeu a fazer isso em nenhuma fase do seu desenvolvimento. O silêncio se instalou entre nós, novamente.
- Pois bem, Brunno, eu só quero que você perceba uma coisa! - sentenciei - Quando você falou estes absurdos para mim, coisa que não se fala de um amigo, eu poderia ter respondido na frente do seu namorado que você ficou com o Vinicius, lá em casa e durante o ENUDS, porque eu vi! Eu poderia ter soltado isso, mas você sabe porque eu não fiz?
Ele continuava neste momento se encolhendo dentro da cadeira, e mantinha-se de costas para mim. Eu então fiz uma pausa dramática longa, esperava uma resposta que não veio e aproveitava para curtir como ele parecia pequeno naquele momento.
- Eu não fiz, Brunno, porque eu era seu amigo. Preste atenção no tempo verbal, era. Da próxima vez eu não terei esse pudor, então, tome mais cuidado da próxima vez, ok, garoto? Mais cuidado!






