quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PRESENTE: FDP

- Ah, Brunno... lembrei de uma coisa. Disse eu deitando no sofá.
- Oi? Falou Brunno, meu colega de apartamento, sem nem virar-me o rosto em minha direção.
- Quando você pretender, novamente, me humilhar na frente dos seus amigos, por favor, pense duas vezes, certo?
Ele passou um segundo sem respirar, notei, seu corpo se encolheu na cadeira, como acontece toda vez que ele percebe que cometeu um erro, somente então ele juntou forças para balbuciar alguma coisa.
- O-o quê? Eu te humilhei?
- Sim! Na sua festa, lembra? Na frente dos seus amigos?
Ele permanecia em silêncio. E se encolhia na cadeira, ainda de costas para mim.
- Quando o Rafa falou que os amigos dele achavam que nós dois namoramos e você disse para ele bater na madeira três vezes?
- Ah, eu falei só p'ra você! Tentou ele argumentar.
- Só p'ra mim? Eu estava na sala, você dentro do seu quarto, acha mesmo que só eu ouvi. Sinceramente, fiquei ofendido e magoado! Por favor, que algo deste tipo não se repita.
Ficamos em silêncio, novamente. Foi quando ele tomou a palavra.
- Olha, se eu soubesse que tinha te magoado, eu teria pedido desculpas.
- Pois é, pois foi isso que você fez. Não se fala isso na frente de todas as pessoas. De pessoas que eu não conheço. Que não me conhecem!
Tentando tomar o controle da conversa, Brunno fala:
- Mas eu falei somente para você.
- Mas todo mundo ouviu.
- Também você saiu espalhando, não foi?
O tom era de acusação, ele tentava me acusar, mas mantinha-se ainda de costas para mim.
- Então quer dizer que contaram a você que eu não tinha gostado da brincadeira e você, mesmo sabendo disso, não se dignou até agora a pedir desculpas?
Ele silenciou novamente, ele sabia que só havia um caminho naquele instante, pedir desculpas. Porém o Brunno não pede desculpas, a ninguém, por motivo algum. Ele não aprendeu a fazer isso em nenhuma fase do seu desenvolvimento. O silêncio se instalou entre nós, novamente.
- Pois bem, Brunno, eu só quero que você perceba uma coisa! - sentenciei - Quando você falou estes absurdos para mim, coisa que não se fala de um amigo, eu poderia ter respondido na frente do seu namorado que você ficou com o Vinicius, lá em casa e durante o ENUDS, porque eu vi! Eu poderia ter soltado isso, mas você sabe porque eu não fiz?
Ele continuava neste momento se encolhendo dentro da cadeira, e mantinha-se de costas para mim. Eu então fiz uma pausa dramática longa, esperava uma resposta que não veio e aproveitava para curtir como ele parecia pequeno naquele momento.
- Eu não fiz, Brunno, porque eu era seu amigo. Preste atenção no tempo verbal, era. Da próxima vez eu não terei esse pudor, então, tome mais cuidado da próxima vez, ok, garoto? Mais cuidado!

domingo, 8 de novembro de 2009

PASSADO: A Face

Este texto foi escrito para mim por um ex, o Txi. Um ex-ficante. Nós tentamos um namoro em junho de 2006, porém não o considero como um ex-namorado. Apesar de ter sido ótimo termos ficado juntos, mas, convenhamos, um mês não é um namoro. Tudo se encerrou, disse ele, porque teríamos nos tornado mais amigos do que namorados. Na minha opinião foi porque ele realmente estava apaixonado por um colega que lutava karatê com ele na seleção do Estado, o Júlio. Hoje, três anos depois, talvez traumatizado pela impossibilidade do amigo hétero apaixonar-se por ele, podemos encontra-lo dentro de alguma igreja, sufocando seu desejo.


A Face


Eu o observo... Tão atentamente, que minha mente voa pela arquitetura de seu rosto.
Vejo a perfeição e as curvas delineadoras desta jóia reluzente.
Os olhos de um oriental, que expressam a sabedoria milenar de idas vidas...
Duas pedras de ébano jazem naqueles olhos expressivos, que parecem clamar por meus afagos.
E então vejo a delicadeza de seu nariz que desce suavemente , assim como uma duna, cuja areia a cobre como um véu.
Perco-me nestes lábios... Que me seduzem, me envolvem e me levam à distâncias cósmicas de prazer, numa trama intrínseca de amor e paixão, em puro fervor...
E a barba que cresce feito grama verde num belo jardim, do queixo másculo até ao principio de suas orelhas pequenas.
Ele então me beija, dando-me a prova de que aquela fantasia pertencia só a mim.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A perigosa VIDA DE HEITOR RENARD

As coisas pegavam fogo naquela cama. Jardel tinha aquela pegada de homem. Aquela com força, mas com carinho, aquela que te submete, que você se torna dele. Heitor estava entregue. Aos beijos, as mãos, ao corpo daquele homem experiente. Jardel sabia estimulá-lo, tocá-lo, sugá-lo, sorvê-lo. Heitor de fato estava entregue. E já o desejava. "Coloca a camisinha vai? Me come!", disse o herói. Jardel esperava por isso, e começou a provoca-lo. "A camisinha!", cobrava Heitor. O outro ria e respondia que estava só brincando, não ia fazer nada. Heitor sabia que aquilo era mentira, mas a boca do outro no seu corpo, os dedos que o vasculhavam e o pau em riste tentando penetrá-lo sem nenhuma proteção. Jardel notava que o herói estava entregue. Tróia estava vencida! Foi quando ele avançou, Heitor no entanto fugiu dizendo "Sem camisinha, não!", o outro o puxou rápido e derrubou-o na cama. "Eu sei que você quer". Heitor respirou fundo e calmamente falou: "Quero! Quero muito dar para você agora!". O outro sorriu contente. "Mas somente de camisinha". Jardel tentou argumentar, ainda deitado por cima dele, tentava penetrá-lo, foi quando Heitor escapou e o outro segurou forte pelo braço, intimamente assustado, Heitor fingiu que nada estava acontecendo. "Se você não vai usar camisinha, veste tua roupa e vai embora!". Jardel argumentou que estava limpo, que não haveria problema. "Se veste vai, e vai embora!". Jardel o olhava sem entender. "Eu falei sério!", ele começou a se vestir ainda sem acreditar. "Nunca me expulsaram de um lugar assim". Heitor já estava completamente vestido neste instante. "Sempre há uma primeira vez, meu caro, sempre há uma primeira vez".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PRESENTE: Trechos Paulistas


Bar d'Aloca, noite, garoando pela primeira vez que estou em São Paulo. Um vento frio nos cobre, e cervejas estão nas mesas. Sebek está comigo.
- Por isso você reclama que é difícil encontrar um namorado, menino. Comento.
Sebek me olha curioso, interrompendo a respiração naquele momento.
- Claro, você acha que é fácil alguém manter essa conversação que estamos tendo aqui?!
- Como assim?
- Estávamos até agora discutindo a história da Polônia. Dinastias polonesas e russas. A vida de Maria I em Portugal. Também os contos de Caio Fernando Abreu. Acha que é fácil encontrar alguém que possa conversar com você sobre isso?
- Bem...
- Acho melhor você se contentar com os burrinhos, amigo, com os burrinhos.


* * * * *


Bar d'Aloca também. Gus chegou lá um pouco atrasado. Lindamente vestido. De terno, saído do estágio em que trabalha.
- Ah, vou largar o curso de direito. Não combina comigo.
- Ah, amigo, mas você 'tá tão bonito nessa roupa. U-A-U! P'ra mim combina...
E rimos todos juntos. Conversamos um pouco e, logo, eu e o Sebek reconhecemos que ele era bem diferente do que aparentava no blog. O menino baladeiro do blog se mostrou um fofo romântico.
- É! Muita gente faz uma idéia errada da gente pelo que escrevemos no blog. Formam uma imagem. Nós nos tornamos uma personagem.
- Como o Heitor do meu blog. Comento.
- Ah, eu adoro o Heitor. Que homem é aquele?! Sou fã!
E rimos todos juntos.


* * * * *


Manhã de sexta-feira quando o meu celular toca no hotel. BinhoSampa brilha no visor. Eu atendo e ele me avisa que está indo buscar-me.
- Preciso comprar algumas coisas, vamos comigo?
Eu concordo! E chegando ao hall, sorrindo, ele avisa o destino.
- Conhece a 25 de Março?
Diante de minha negativa.
- Tem que conhecer! - e ri - Depois, almoçamos no Mercado Municipal. Combinado?
Novamente, concordo. E partimos, e após algumas horas de trânsito, chegamos e ele animado me explica o funcionamento da rua.
- Quando a polícia chega eles reúnem tudo e correm.
E, pouco tempo depois, uma briga estoura em meio aos camelôs fazendo com que as pessoas corram para o lado oposto, enquanto policiais correm em direção ao conflito. A confusão é genralizada. Pessoas se escondem dentro de lojas que fecham suas portas temendo assaltos ou balas perdidas.
- É acho que deu, né?


* * * * *


Noite de sexta. Encontramos, eu e o Binho, o Marcos na Av. Paulista. Binho sugere um bar, o Volt, onde a decoração com luzes neon iluminaram nossa conversa a três, enquanto eu trocava mensagens com o Louis e o LicoSP.
- Pois hoje estávamos, eu e o Foxx, conversando sobre a situação política do Brasil. - dizia o Binho - Eu afirmava que o último marco histórico de nossa história recente foi a eleição de Collor.
- O que eu concordo plenamente - reforço -, Collor foi uma bela lição aos brasileiros que esperavam eleger um príncipe e recomeçar uma monarquia e aprenderam, a duras penas, que o sistema republicano é diferente.
- Realmente - fala o Marcos - é realmente um marco. Ele abriu a economia do país.
- Sim, muita gente saiu mal do processo... começa a falar o Binho.
- É, ele abriu a economia brasileira muito rápido para o mercado estrangeiro. Interrompe Marcos.
- Pois é! - continua Binho - Mas sem a abertura que ele proporcionou à economia brasileira nós estaríamos muitos anos atrasados. Collor abriu as portas do Brasil à globalização.
- E em momento algum eu discordei disso, Binho? Comento.
- Mas bem que você é muito mais a favor do Lula.
- Eu sou de esquerda, ora. Reafirmo.
- E existe esquerda no Brasil hoje, Foxx? Pergunta o Marcos.
- Acredito que sim.
- Bem, eu acho - interrompe o Binho - que não.
- É - concorda o Marcos - temos uma esquerda que quando está no poder se comporta como direita.
- Bem, eu acho que vocês esperam uma esquerda necessariamente ligada o comunismo/socialismo. Para mim a esquerda é muito mais próxima à esquerda da Revolução Francesa.


* * * * *


Ainda sexta, estou no Sonique quando meu celular toca. Afasto-me da mesa para atender o telefone.
- Oi!
- Foxx?
- É! Sou eu!
- Olha para trás!
Eu me viro, e encontro o LicoSP. Um abraço e sentamos. Uma mesa de canto. Ele me apresenta o namorado. Estamos todos encantados pela Sonique.
- Eu queria conhecer, você me deu a desculpa perfeita. Fala o Lico.
Pedimos bebidas.
- Pior é que não posso beber. Eu moro um tanto longe e sempre tem policiais no caminho, não posso levar outra multa senão perco a carta.
- É! Isso é mal! E rimos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PASSADO: Martins

Eu estava na faculdade ainda. Tinhamos aula de museologia e arqueologia, e, com isso, estavámos já acostumados a visitar cidades do interior do Estado para visitar museus, arquivos e, sobretudo, sítios arqueológicos. Foi assim que conheci boa parte das cidades do interior do Rio Grande do Norte. E uma delas foi Martins. A visita foi a um sítio arqueológico: a Casa de Pedra. Esta localiza-se num pequeno vale, dentro de uma fazenda, sendo a cristalização mais antiga, no Brasil, de um afloramento marítimo de calcário, isto é, o afloramento de uma rocha que antes estava submersa quando no período Pré-Cambriano (cerca de 4,5 bilhões de anos atrás), o sertão brasileiro era um pequeno oceano. Consiste de uma caverna de 100m de comprimento, divida em recintos menores, cuja maior sala tem 216 m² e o teto está a 10 metros. Com paredes em mármore, é a segunda maior caverna do país. Esta caverna foi habitada por índios e pelas populações de caçadores-coletores, pré-históricas, anteriores a estes datando de 9,5 mil anos.


Martins, no entanto, uma cidade fundada, ainda no século XVIII, no topo de uma serra, a Serra da Conceição, chamada um dia pela alcunha de Cidade da Imperatriz, localizada mil metros acima do nível do mar, tem seu clima distinto do que se esperaria do sertão nordestino: faz frio. Um frio gostoso, acolhedor, daquele que você pode curtir com um casaco leve, um bom vinho e uma boa companhia. Apaixonei-me pela cidade, pela linda vista de pedras expostas, dos afloramentos de mármore branco e rosa, do céu repleto de estrelas que víamos do mirante, do bom vinho.


E foi exatamente no mirante, com as estrelas por testemunha, que virei para servir-me uma taça de vinho, e vi que eu era o único sozinho. Todos ali estavam acompanhados. Namorados, noivos, maridos, esposas. Meus olhos marejaram rápido e prometi a mim mesmo que um dia voltaria a Martins, acompanhado, e que teria alguém para colocar o braço em torno do meu corpo, e me abraçar naquele frio gostoso. Mas também prometi que só voltaria ali se estivesse acompanhado. Nunca retornei. Ainda lembro do frio que senti no topo daquela serra, olhando para o horizonte numa noite estrelada. Lembro de ter sonhado de olhos abertos. Lembro também que quando deitei-me abracei o travesseiro como se este pudesse me abraçar de volta e dormi encolhido. Esperando um dia diferente. Mas eu nunca retornei.


Estou indo a São Paulo, chego esta quinta feira pela manhã. Alguém quiser me ver, deixa contato.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A sorridente VIDA DE HEITOR RENARD


Heitor estava sentando-o no seu colo. Tinha-lhe admirado as nádegas lindas, brancas, lisas e suculentas, as quais cravava suas mãos, todavia agora guiava seu pênis para dentro daquela musculatura macia. Quando o jovem Luiz então finalmente sentou no quadril do herói troiano, as mãos de Heitor seguraram os quadris do outro. No entanto, o herói só conseguia agora prestar atenção no abdômen perfeito que estava na altura de seus olhos. Luiz cavalgava e, enquanto isso, Heitor tocava cada músculo definido daquele ventre. Vasculhava-os com os dedos. O movimento, porém, mantinha-se cadente, e quando o herói decidiu olhar para cima, procurava o peitoral marcado, seus olhos foram atraídos por um sorriso. Luiz sorria. Sorrindo, fechava seus olhos e seu rosto se transformava com o prazer que ele sentia. Heitor não conseguiu evitar também um sorriso e, naquele instante, parou de se preocupar com o belo corpo que tinha ali em sua cama e se preocupou com o prazer que estava proporcionando aquele menino. Seus olhos se encontraram naquele momento, os olhos negros como ônix de Luiz brilhavam, e as bocas se procuraram, findo o beijo, um gemido alto: Heitor o fizera gozar, lambuzando os pêlos do próprio peito. Luiz então sorriu, cansado. "Nossa, que pau perfeito!".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

EXTRA, EXTRA, EXTRA: Liga dos Blogayros Nordestinos

"Era luxo, mas caiu no gosto nordestino e entrou em declínio"...


Uma situação ocorreu esta tarde na Blogosfera. Estou eu, me revirando em mil, entre blogs, fotologs, twitter, msn e minha tese de mestrado, quando o S.A.M. atualizou o blog dele. E, como sempre, uma postagem do S.A.M. vale sempre você parar e lê-lo. São normalmente boas gargalhadas. O título da postagem era Vagabunda. E nela, meu querido amigo, resolveu falar de todas as outros sinônimos da palavra vagabunda: puta, vadia e rapariga. Rapariga então é descrita assim:

"Era luxo, mas caiu no gosto nordestino e entrou em declínio. Não tinha muita sonoridade mesmo, foi-se tarde."

Rapidamente, eu e o Serginho nos manifestamos. Ouvir preconceitos e ficar calado permite que eles se repitam. Um negro que é humilhado e sai em silêncio permite que aquilo se repita. Piadas homofóbicas e agressões que não são reportadas a polícia deixam os seus autores impunes. E, desculpe-me o S.A.M., ele sabe o quanto ele me é querido, porém não posso simplesmente ficar calado. Aviso que S.A.M. corrigiu o texto, e inclusive publicou uma retratação no blog e, por fim, decidiu retirar a postagem do ar. Não é a ele que viso com esta postagem, mas a chamar atenção de todos os meus leitores.
Já sofri preconceito por ser nordestino aqui em Belo Horizonte. Pessoas que tentaram me humilhar, que gracejaram do meu sotaque, que disseram que nunca se relacionariam com alguém "do Norte". As respostas foram imediatamente dadas. Por isso, esta também precisa ser pronunciada.
São Paulo não tem um preconceito disfarçado em relação aos nordestinos e seus descendentes que vivem na cidade. É um preconceito claro e emitido em voz alta em qualquer lugar da cidade. Ironicamente, São Paulo é a cidade brasileira com mais nordestinos. Mesmo comparando com Recife, Fortaleza ou Salvador. É a maior cidade do Nordeste. Porém, os paulistas consideram os nordestinos como a base da pirâmide social da cidade. São os porteiros. Pessoas que estão ali para servir, e que devem ser ignoradas. "Na metade do tempo eu sou um estereótipo para eles caçoarem, na outra metade eu sou invisível". A associação imediata que faço é a que os americanos fazem dos latinos, ou o a que os portugueses fazem com os brasileiros. Quantos cartazes dizendo que os nordestinos são o motivo do Brasil não ser um país de Primeiro Mundo eu vi em paredes de São Paulo! Quantos idênticos devem ser assinados pelo White Power em Idaho visando os latinos!
Preconceito é um monstro pequeno, que se instala dentro de nós como um simbionte, alimentado-se da nossa raiva e ignorância, isso não é novidade para a maioria das pessoas que leem este blog, sua maioria gays, porém, além destes, temos os negros e nordestinos. Muitas vezes somos criados em um ambiente em que igualar nordestinos e negros como pessoas inferiores é comum, como também somos criados em um ambiente em que ser gay é considerado pecado ou antinatural. O preconceito passa para nós por osmose. Contudo, pensar sobre isso, reeducar-se, corrigir-se, reconstruir os seus próprios conceitos, é o que transformar cada um de nós em pessoas melhores.


PS: Também tenho meus preconceitos: não sei lidar com pessoas com deficiência física, não sei agir quando estou perto delas; também não consigo me interessar por alguém que esteja gordinho, e não, isso não é como dizem em sites como o Disponível e Manhunt, porque "eu não curto". Mentira! É preconceito! Estou trabalhando os dois. Um dia consigo!

 
TOPO
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